domingo, 29 de agosto de 2010

Porreta

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O pouco que a gente é muito. De tudo um pouco se vai ao longe...

Vida mais no tempo moído. Vida menos, mais sentido. O machucado menos calado quando exposto. Compassivo.

Os sonhos cardos. O mar menos aquele que somos. Sempre grande demais nos nossos pequeninos planos. Presos que estamos, nessas capitais de insanos.

O que pulsa é grito, o que descreve é letra. O arrepio que esquenta. O calafrio.
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Esses filósofos

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Tudo q sei é que nada sei, diria o grego

já o mineirim diria: trem bão é coisa boa!

domingo, 1 de agosto de 2010

Agora, não!

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Mineirão lotado. Torcida do Galo. Pleonasmo.

Sento na minha cadeira, canto com a massa, faço amizade. Reunião de preto e branco e raça. Um mundo atleticano; a gente fica à vontade.

Conversa vai e vem e volta e meia um critica a escalação, encasqueta com jogador, torce o nariz e distorce o torcedor. Fala que tá errado, mal-arrumado, desemplumado.

Agora não! Digo, redigo, repito e suplico: agora, não!

Agora somos a torcida do Galo. Aquele time ali em campo é das coisas que mais amamos na vida. E quem ama incentiva. Quem ama embala num abraço.

Agora não! Uma vez trajando a alvinegra, esse é o time que vamos ajudar. Agora, não importa a escalação, a qualidade e muito menos a nossa própria individual opinião.

Agora somos a massa! Temos um sentido e uma missão: cantar com raça, pro time jogar com mais disposição.

Agora não é hora de sermão. Quando a bola rola embola nosso coração. Hora de cantiga de roda. Hora de religião.

Tudo é todo um coro de um grito solidário. Galo! Agora, o Mineirão é palco de toda redenção.

O que nos resta é o real: torcer atleticano e crasso. Quanto maior o gigante enfrentado, mais forte eu acredito e canto dobrado.

Não é hora de se afastar do agora, apegar opinião. Agora, lá embaixo, são onze pra entrar pra história. Na arquibancada, uma nação que colabora.

Por isso, no Mineirão, eu papagaio agora não! Agora é a hora mais temida pelos rivais nesse mundão: a hora em que a torcida do Galo entra em ação.
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