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Em todo momento nessa eleiçãoo defendi o seguinte: vote por ação, não vote por reação. Sejamos convictoss em nossas escolhas e posições políticas. Só assim se marca posição numa democracia.
Essa é, aliás, a importância da expressiva votação em Marina, no primeiro turno. A afirmação do discurso ecológico e o recado, via urnas, que esse é um tema de relevância para o Brasil e para muitos brasileiros. Marcaram posição e estabeleceram - por meio do voto, da democracia - a pauta do desenvolvimento sustentável na agenda do país.
Não adianta medirmos governos ou candidatos pelas falhas. Governos, partidos, pessoas públicas devem evitar, mas são passíveis a cometer erros. Irregularidades, corrupção, falhas estruturais e de fiscalização podem ser descobertas, as pessoas punidas, e as falhas sanadas - o que é o mais importante, para que não aconteçam novamente. Isso não desqualifica todo um governo, todo um partido ou todas as pessoas envolvidas com a vida pública.
Agora, finda a eleição, minha preocupação é acalmar aqueles que, denunciando os riscos à democracia nessa eleição - e eu nunca vi eleição direta ser ameaça ao estado democrático... - acabam, eles próprios, jogando contra os princípios democráticos.
Por fim, quero dizer que quem ganhou foi o Brasil. Quem ganha ao final de toda eleição direta, com mídia livre, participação e vigilância intensa do TRE, TSE, do MP e outros órgãos importantes do Estado de Direito, com todo esse aparato democrático e constitucional funcionando, somos todos nós. Antes de serristas, dilmistas, petistas ou tucanos, somos todos cidadãos brasileiros.
A vitória da democracia é uma vitória nossa! Uma oposição vigilante e coerente também faz parte dessa vitória. Espero que ela seja tão ética e responsável quanto a pregação da campanha. Isso será bom para todos nós, brasileiros!
Viva o Brasil.
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PS: Votei na Dilma.
domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Mas, afinal, o que é educação?
Sou historiador. Trabalho com textos históricos e pesquisas. Mas minha vocação é dar aulas, coisa que, infelizmente, pouco fiz.
Não vou descartar aqui o problema do sistema de ensino no Brasil. O salário dos professores, ao meu ver, afasta as melhores cabeças da profissão.
(lá em casa, somos dois. Um formado em história, outro em matemática. Meu irmão seria um excelente professor. Mas teve que ganhar a vida e hoje é funcionário público. Que país estamos construindo, onde a carreira de burocrata vale mais que a de um educador?)
Mas aqui fico com a velha ladainha, educação não se faz só na escola. A escola está como está porque falta educação fora de seus muros. Qual educação?
Cívica. Mais: humana. Uma dimensão mais em conjunto do que nos resultados individuais. Isso começa em casa, mas pode ser proposto no trabalho e na política. Na vida, enfim.
Nossa sociedade valoriza muito o sucesso. A vitória. Na sua pior face, a dicotomia, o winner e o loser, o que "deu certo na vida" e o coitadinho. Tudo isso educa...
Não serão políticas governamentais que mudarão a educação no Brasil ou no mundo. Uma mudança na política humana é que gerará a transformação educacional.
Não é por acaso que o sistema de ensino não é tratado com relevância no debate institucional. Não é uma preocupação, um valor da sociedade.
Ainda não!
Por isso também, a importância da religião. Do desenvolvimento do espírito. Espírito? Do que estamos falando? Da dimensão humana. Da integração entre todos nós. Chame do que quiser. Falo do plano divino, do absoluto, do todo, da interdependência, carma, maktub, do amor ao próximo. De como se quiser chamar, crescer e entender. E sentir. E viver.
(pra mim, é tudo a mesma coisa, o problema é a Torre de Babel. Um desafio simples, colocado para todos nós, que gostamos de complicar as coisas...)
Falta, na discussão da educação, a preocupação com o futuro, com o próximo. A dimensão de que tudo isso, no fim, é uma preocupação com nós mesmos. Não é a educação pública, onde não colocamos nossos filhos se tivermos escolhas, é o Brasil, o mundo, o futuro. O lugar onde todos nós, integrados, iremos viver.
Talvez então diminuam nossos muros altos e cercas elétricas.
Se tivermos esse carinho com a educação, teremos esse amor pairando no ar num mundo mais desejável. Sonhos bons não se sonham sozinhos.
Sou historiador. Trabalho com textos históricos e pesquisas. Mas minha vocação é dar aulas, coisa que, infelizmente, pouco fiz.
Não vou descartar aqui o problema do sistema de ensino no Brasil. O salário dos professores, ao meu ver, afasta as melhores cabeças da profissão.
(lá em casa, somos dois. Um formado em história, outro em matemática. Meu irmão seria um excelente professor. Mas teve que ganhar a vida e hoje é funcionário público. Que país estamos construindo, onde a carreira de burocrata vale mais que a de um educador?)
Mas aqui fico com a velha ladainha, educação não se faz só na escola. A escola está como está porque falta educação fora de seus muros. Qual educação?
Cívica. Mais: humana. Uma dimensão mais em conjunto do que nos resultados individuais. Isso começa em casa, mas pode ser proposto no trabalho e na política. Na vida, enfim.
Nossa sociedade valoriza muito o sucesso. A vitória. Na sua pior face, a dicotomia, o winner e o loser, o que "deu certo na vida" e o coitadinho. Tudo isso educa...
Não serão políticas governamentais que mudarão a educação no Brasil ou no mundo. Uma mudança na política humana é que gerará a transformação educacional.
Não é por acaso que o sistema de ensino não é tratado com relevância no debate institucional. Não é uma preocupação, um valor da sociedade.
Ainda não!
Por isso também, a importância da religião. Do desenvolvimento do espírito. Espírito? Do que estamos falando? Da dimensão humana. Da integração entre todos nós. Chame do que quiser. Falo do plano divino, do absoluto, do todo, da interdependência, carma, maktub, do amor ao próximo. De como se quiser chamar, crescer e entender. E sentir. E viver.
(pra mim, é tudo a mesma coisa, o problema é a Torre de Babel. Um desafio simples, colocado para todos nós, que gostamos de complicar as coisas...)
Falta, na discussão da educação, a preocupação com o futuro, com o próximo. A dimensão de que tudo isso, no fim, é uma preocupação com nós mesmos. Não é a educação pública, onde não colocamos nossos filhos se tivermos escolhas, é o Brasil, o mundo, o futuro. O lugar onde todos nós, integrados, iremos viver.
Talvez então diminuam nossos muros altos e cercas elétricas.
Se tivermos esse carinho com a educação, teremos esse amor pairando no ar num mundo mais desejável. Sonhos bons não se sonham sozinhos.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Tiriricas
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O que me preocupa com os tiriricas da vida não é o fato em si, de suas candidaturas. O que preocupa é o vácuo de pessoas sérias, comprometidas e bem-intencionadas na política. É para ocupar esse espaço, legítimo, que esse tipo de candidatura, oportunista, toma de assalto.
Há muito me preocupa esse repetido e insistido discurso de que "político é tudo igual", "política é só sujeira" ou a clássica "não adianta, entrou lá TEM QUE se corromper", etc. Esse tipo de discurso, esse descrédito pela política, afasta os jovens, as pessoas de bem e as lideranças legítimas e com real representatividade.
Pessoas que, por conta desse malfadado discurso, se afastam da efetiva participação política.
Esquecem-se da famosa e oportuna frase de Platão: "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam".
Como eu sempre defendo, esse discurso de descrédito com a política só serve àqueles que querem conservar o status quo. Esse discurso só serve ao poder constituído, que não deseja transformação de tanta coisa premente de mudança no Brasil.
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PS: No entanto, há o que se comemorar nesse pleito. Já são 25 anos, desde 1985, de eleições e (re)construção da democracia. Mais anos do que ficamos no regime de exceção. É hora de apresentarmos aos mais jovens essa novidade no nosso país e qualificar nosso processo democrático. Vamos aprendendo, não temos muita prática em escrutínios. Vamos melhorar!
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O que me preocupa com os tiriricas da vida não é o fato em si, de suas candidaturas. O que preocupa é o vácuo de pessoas sérias, comprometidas e bem-intencionadas na política. É para ocupar esse espaço, legítimo, que esse tipo de candidatura, oportunista, toma de assalto.
Há muito me preocupa esse repetido e insistido discurso de que "político é tudo igual", "política é só sujeira" ou a clássica "não adianta, entrou lá TEM QUE se corromper", etc. Esse tipo de discurso, esse descrédito pela política, afasta os jovens, as pessoas de bem e as lideranças legítimas e com real representatividade.
Pessoas que, por conta desse malfadado discurso, se afastam da efetiva participação política.
Esquecem-se da famosa e oportuna frase de Platão: "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam".
Como eu sempre defendo, esse discurso de descrédito com a política só serve àqueles que querem conservar o status quo. Esse discurso só serve ao poder constituído, que não deseja transformação de tanta coisa premente de mudança no Brasil.
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PS: No entanto, há o que se comemorar nesse pleito. Já são 25 anos, desde 1985, de eleições e (re)construção da democracia. Mais anos do que ficamos no regime de exceção. É hora de apresentarmos aos mais jovens essa novidade no nosso país e qualificar nosso processo democrático. Vamos aprendendo, não temos muita prática em escrutínios. Vamos melhorar!
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