sábado, 13 de março de 2010

Entendimento

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Quando no repente gotas em oceano espalham, percebo presença, vento, vela e disparate. Voltou o ar, soprou vento.

O eterno de gostar é cata-vento.


Meu amor em conta-gotas não dá conta do oceano.


Tanta onda no meu peito.

Maré no quebra-mar.


A tarde passa devagar por causa da esperança. O vento abre as velas da embarcação.


Tempo sem vazão e sem partida. Calmaria. Nem se sabe nem se não.


Desata os nós, recolhe âncoras, encalha.


Um rio procura foz e não represa.


Melhor ser do que estar.


Não me resta o que será, resta o adiante.

Tudo assim sempre acaba em nada.

Nenhum barco se preza.


Medo é mar.


Nunca amar.

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