Sérgio Mitre lança “Passagem”
“Passagem” é o livro de estreia do poeta, jornalista e historiador Sérgio Mitre. Trata-se de uma seleção de 33 poemas com temas, motivos e estilos diversos, recolhidos em 15 anos de exercício literário. Nos blogs opoetadebicicleta.zip.net e paesopiniaes.blogspot.com, Sérgio Mitre publica a maior parte de sua produção literária.
Historiador e jornalista, Sérgio Mitre também escreve crônicas e contos para outros blogs e sítios na web. O poeta também fez letras para composições musicais, em parceria com músicos e bandas mineiras. O livro, produzido pela editora Ophicina de Arte e Prosa, terá tiragem de 500 exemplares.
Trajetória. Histórias em quadrinhos e Monteiro Lobato, assim como poetas, os poetas brasileiros da terceira geração do romantismo e parnasianismo sempre fizeram parte da infância de Sérgio Mitre. Na adolescência, apaixonou-se pela poesia de Manoel Bandeira e sua melancólica espera pela morte, que nunca chegava. É nesse momento também que conhece Alberto Caeiro e toma contato com os heterônimos de Fernando Pessoa, que se tornarão influência marcante nessa trajetória.
Decidido a ser um escritor, começa a devorar livros da literatura nacional e internacional, tentando desvendar os segredos da escrita através da leitura dos clássicos e dos escritores consagrados. No curso de História, procura ler os cronistas que descreveram em versos o seu momento histórico, como Camões, Gregório de Matos, Bertold Brecht, Pablo Neruda e Maiakovski, por exemplo. Apartir da leitura deste último, começa a entender a construção do poema como um trabalho diário e árduo, de elaboração e procura da poesia.
Na faculdade de Jornalismo, conhece a ciência dos signos e os escritores do Movimento Concreto, expandindo ainda mais as possibilidades da arte da poesia. Nesse período em especial o livro "Comunicação Poética", de Décio Pignatari, tem influência marcante e definitiva nos conceitos e na forma de escrever e desenvolver a própria idéia de poesia.
Evento: Lançamento do livro "Passagem", de Sérgio Mitre
Data: 07/12/10 (terça-feira), de 19 às 22hs
Local: Biblioteca Estadual Luiz de Bessa
Praça da Liberdade, 21 - Funcionários
Belo Horizonte/MG
Contato:
Sérgio Mitre – livropassagem@gmail.com
31 8876-2567
Crítica
Prelúdio para a poesia de Sérgio
Maria da Graça Rios, Mestre em Literatura Brasileira
Passagem é um livro de poesia. Boa poesia, trabalhada, vertiginosa. Sérgio cresceu, e sua paixão
pela vida esteve sempre presente, neste livro do futuro. “A alma batucada” está no tempo, junto
com a juventude inerente ao texto. Tudo em Sérgio são “nuvens modeladoras”, sempre inspiradas na “Infância” do poema. Espinhos
são troféus e os laços desses versos são “os rastros (que) desafiam a física”. Um estilo fluente, uma
amorosidade com os seres, essa é a performance de Sérgio.
O poeta compreende o existente e, às vezes, chora. Uma “lágrima amadurecida / soluça pelo corpo”.
E de repente percebe o inusitado, aquilo que um escritor jovem e de vanguarda poderá sentir.
São “As plantas dos meus dias” sementes de harmonia e de beleza contidas em taça de cristal.
“Lutar com palavras / é a luta mais vã”, nos diz Carlos Drummond de Andrade. Também Sérgio
busca o impossível da palavra, lembrando ao leitor o quanto é penoso escrever. “Não encontro a
imagem / A forma correta” diz ele no poema “Anseio”, pleno de saudade, termo só traduzido na
língua do Lácio.
Há muita filosofia na cabeça de Sérgio. Mais do que sonha a interpretação do leitor. Mas tudo se
encontra numa “Dimensão que ninguém conhece”, em “tardes em cinzas” e é preciso caminhar.
Nessa rota subjetiva vamos todos nós, de passagem e passagens. O que queremos ver, nestes
poemas, é a sofreguidão dos sentimentos, ultrapassando os sentidos. Então, Sérgio nos encontra e
nos mostra uma realidade, tecida de noites ou dias bem ou mal vividos.
Carpe Diem” Viva a vida! _grita o poeta e reavivamos seu grito. Eis a vida de um poeta que nasce
na boca do povo. Vamos juntos, cantando de mãos dadas, procurando trilhas que, por certo, nos conduzirão a um mundo infinito. Um lugar onde todos ouçam a voz e o tom de nosso Sérgio, cantor. Onde o absurdo do tempo seja fácil compreender e se possa, enfim, descansar o corpo.

1 comentário:
Querido Sérgio, obrigada pela observação feita em meu blog. A fonte de onde extraí estava escrito "Soneto" e como Carlos Drummond tem licença poética, não verifiquei.
Mais uma vez muito obrigada!
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