terça-feira, 30 de novembro de 2010

Guerra ou paz

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Eu defendo a legalização imediata e irrestrita de todas as drogas. Só assim para desarmar o crime organizado. Das drogas e do jogo do bicho. Um país onde o próprio governo federal promove jogatina não tem justificativa moral pra prender "bicheiros". Um país com tantos usuários de drogas lícitas (Álcool, Tabaco, Prozac, ansiolíticos de todas as espécies e "baratos", etc.) e ilícitas, não há justificativa social.

Sempre é bom lembrar que o Al Capone, e todo o crime organizado e violência em volta dessa figura, só existiu enquanto as bebidas foram proibidas nos EUA. Fim da proibição e, é lógico, fim da criminalidade associada.

O tráfico que deveria ser combatido não é o de drogas, a meu ver, mas, sim, o de armas. Esse mata muito mais. Aliás, o enfrentamento, a guerra, toda a munição gasta - e que terá que ser reposta - geram lucros pra quem? Para os fabricantes e fornecedores de armamentos. Talvez aqui, muito mais do que a questão moral, se esconde a justificativa para manter a proibição.

A ilegalidade gera muitos lucros ao traficante (preços mais altos, não tributação, etc.) e ao fabricante de armas e munição. A "bancada da bala" no Congresso tem muito interesse no enfrentamento, na guerra, no gasto de munição e na reposição de estoques de armas nos quartéis e delegacias. A paz não gera lucros, não interessa ao negócio.

Resumindo meu raciocínio: o problema não são as drogas mas, sim, sua ilegalidade. Por que evitar morrerem drogados e deixar que tantas vidas inocentes morram? Quem usa droga até morrer, de certo modo, escolheu a vida que quis. O que me indigna é ver tanto pobre, tanto favelado, morrer pela vida que não quis - ou que quis evitar!

Se as drogas fossem lícitas pagariam impostos e financiariam - pelo menos em teoria - o sistema de saúde adequado à realidade.

Quero deixar claro que não discrimino quem toma remédios, quem precisa deles, muito menos quem toma só pra dormir ou mesmo pelo barato. Isso ou aquilo. Esse não é o problema.

Não discrimino ninguém pelas falhas. Nem pelos acertos. E de guerra estamos fartos.

Paz!

Por que não?

Seria o maior barato!
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