quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Torcida única: falência social

Insisto nesse assunto, pois é um problema maior e muito mais sério. O fato de ninguém se indignar, de não haver protestos mais veementes, só mostra que nós aceitamos sermos tratados assim, como animais. Eu não aceito!

Quanto mais transformarem por gestos e/ou atitudes coisas normais - como duas torcidas adversárias irem ao mesmo jogo de futebol - como absurdas e incontroláveis, pior fica a nossa sociedade. Sinaliza para todos, cidadãos de bem e tb para os maus-elementos, que o normal é a violência, qdo esta deveria ser a exceção; que o normal é a guerra entre torcidas, qdo deveria ser a paz e a boa convivência (a guerra e a violência deveriam - e são, na minha concepção - fatos isolados, exceções, nunca a regra).

É disso q se trata: a violência foi transformada em regra e oficializada - e, pq não?, legitimada - pelos órgãos de segurança

Esse é o péssimo exemplo que o poder público dá a todos nós. É como ele enxerga a nossa sociedade, é como o poder público nos enxerga e demonstra o q ele espera de nós, enquanto cidadãos: irracionalidade, bestialidade, incapacidade de convivência.

A proibição assume essa situação e ainda sinaliza q a única maneira de controlar essa bestial e incontrolável população de BH é proibindo, colocando de castigo, nos tratando igual à crianças (mimadas).

Não me interessa muito o q o poder público tem ou teria q fazer. O que me indigna de verdade é q o PODER PÚBLICO NAO PODE SE ISENTAR DE FAZER O QUE LHE É DEVIDO, como garantir a segurança da população - além, é claro, de governar para q nossa sociedade melhore e progrida. Essa atitude de torcida única nos diz q se estamos mal, nem adianta nada, só vai piorar, então não há remédio: atitudes, só extremas, autoritárias e desprezando nossa capacidade enquanto seres humanos.

"Nós não somos bichos, nós não somos animais/Nós não somos bestas selvagens" - Gonzaguinha

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